segunda-feira, 16 de abril de 2012

REBELDES e o RPG


REDE RECORD, você de novo? Dessa vez vamos falar de uma novela que está “dominando” o IBOPE (é o que a RECORD diz, claro): REBELDES. Uma novela baseada em outra novela, baseada em outra novela que deve ter sido baseada em outra novela Argentina (sim, Argentina, não Mexicana). REBELDES nos trouxe um assunto inovador na teledramaturgia brasileira, o RPG (não a massagem, o jogo de interpretação). Assim como na maioria dos assuntos abordados pelos programas da REDE RECORD, não há um aprofundamento no que diz respeito ao funcionamento da coisa. REBELDES nos traz uma visão SENSACIONALISTA, DANOSA e PRECONCEITUOSA sobre o assunto. Ali eles mostram um grupo de pessoas doentes que confundem a realidade com a ficção de uma maneira tão não saudável que deveria ser censurada. A situação pode até não parecer problemática à primeira vista, mas qualquer RPGista veterano é testemunha do dano que pode trazer a sua vida a falta conhecimento, de tolerância e a propaganda negativa sobre o RPG. Ainda hoje há quem chame o RPG de “jogo satânico”, “coisa do diabo”, “magia negra” e tantos outros absurdos e mal sabem eles que não passa de um “teatro”, sim um “teatro”, pois os jogadores criam personagens e interagem uns com os outros sem NUNCA ter contato físico ou deixar o local de jogo já especificado. Jogadores de RPG não são um Sociedade Secreta ou uma Seita, não seguem os textos dos jogos como dogmas para a vida, pois sabem que, acima de tudo, é um PASSATEMPO, um Hobby divertido para interação social com os amigos. Eu sou testemunha disso. Passei incontáveis noites aos fins de semana jogando RPG com meus amigos enquanto comíamos cachorros quentes e tomávamos refrigerante que a avó de um dos jogadores nos trazia.
Agora a Excelentíssima REDE RECORD nos traz essa merda MERDA (desculpe-me, mas não havia outra palavra para descrever) de Novela onde VANDALIZA o RPG, tornando-o uma quase SEITA onde o MESTRE MANDA e os JOGADORES OBEDECEM. Isso é, de fato, RIDÍCULO. E tenho dito.

Obrigado.

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